Terroir

Vinhas

Um microclima especial

As uvas de Alvarinho utilizadas no Soalheiro Clássico são provenientes de diversas vinhas de pequena dimensão implantadas em solo de origem granítica entre os 100 e os 400 metros de altitude e localizadas em microclima muito particular no concelho de Melgaço. Melgaço, a região mais a norte de Portugal, está protegida por um conjunto de serras que permitem um casamento perfeito entre a pluviosidade, a temperatura e o número de horas de sol necessários à melhor maturação das uvas da casta Alvarinho. Esta boa exposição solar – local soalheiro – deu também o nome à parcela que esteve na origem da marca.

Uma área significativa das vinhas utilizadas no Soalheiro Clássico provém da Quinta de Soalheiro, onde se recorre a conceitos de produção que promovem a biodiversidade da fauna e flora local. É exclusivamente destas vinhas que nascem as uvas que vão dar origem ao Soalheiro Terramatter e ao Soalheiro Nature.

Terroir Único

Montanhas

Proteção contra a influência do Atlântico, criando uma bacia hidrográfica de microclima específico, podendo ser caracterizado globalmente por um clima temperado Atlântico. Esta cordilheira montanhosa condiciona essencialmente a precipitação, a humidade e a temperatura do ar, fatores fundamentais na diferenciação qualitativa do nosso Alvarinho.

Temperatura

Temperatura média do ar elevada nos meses de Verão que coincide com a maturação das uvas, originando dias quentes e noites frias que favorecem um teor alcoólico moderado com acidez fresca e intensidade aromática.

Precipitação

Na bacia do Rio Minho que coincide com a Sub-região de Monção e Melgaço a precipitação é distinta, sendo concentrada nos meses de inverno, o que favorece as reservas de água no solo e uma maturação equilibrada.

Solos de Origem Granítica

A precipitação moderada em relação à restante área dos Vinhos Verdes, associada a solos de origem granítica bem drenados, favorece a qualidade das uvas e o toque mineral presente em praticamente todos os Soalheiros.

Sistemas de Condução

Sistema Descendente

80% das vinhas encontram-se no sistema descendente - um sistema introduzido na Região do Alvarinho e amplamente adotado. 50% da casta Loureiro, para misturar com a Alvarinho (Soalheiro ALLO), provém deste sistema e de regiões de Vinhos Verdes com influência atlântica, como o vale do Lima. A casta Loureiro apresenta sobretudo aromas de “lichia” e este terroir atlântico é perfeito. Misturamos as uvas deste sistema com as do sistema ascendente para conseguir um melhor equilíbrio de paladar com baixo teor alcoólico ao estilo do Soalheiro, mais intenso em aromas frutados e com a mineralidade que pretendemos. Uma vez que este sistema permite apenas uma exposição parcial das uvas ao sol, a degradação do perfil aromático das uvas é reduzida e conseguimos alcançar um equilíbrio perfeito entre acidez, aroma e um teor alcoólico moderado.

Sistema Ascendente

19% das vinhas encontram-se no sistema ascendente, o sistema mais usado em todo o mundo e que pode apresentar diferentes configurações (royat, sylvoz, guyot, bilateral, etc) em que as uvas são bastante expostas ao sol e em que a redução da acidez e do aroma é mais importante. Estas uvas são usadas na mistura e na produção de vinhos em que a intensidade aromática é menos importante,como no Soalheiro Reserva. A casta Vinhão usada no Soalheiro Oppaco e a Touriga Nacional usada no Bruto Rosé provêm das nossas vinhas neste sistema. 50% da casta Loureiro, para misturar com a Alvarinho (Soalheiro ALLO), provém deste sistema e de regiões de Vinhos Verdes com influência do Atlântico, como o vale do Lima. A casta Loureiro apresenta sobretudo aromas de “lichia” e este terroir atlântico é perfeito. Misturamos as uvas deste sistema com as do sistema ascendente para conseguir um melhor equilíbrio de aromas com um baixo teor alcoólico.

Ramada ou Parreira

1% das vinhas apresentam este sistema que é muito usado na Galiza para a produção de Alvarinho. Neste sistema, as uvas têm uma menor exposição direta ao sol, o perfil aromático é de elevada intensidade na colheita e a concentração de acidez é também muito elevada. Normalmente, os vinhos destas uvas são submetidos a uma fermentação malolática, o que reduz o perfil de alteração da intensidade aromática no palato. Na Quinta de Soalheiro, estas uvas são usadas na mistura e em diferentes vinhos que necessitam de um perfil malolático.

A evolução da Quinta de Soalheiro tem sido constante e gradual. A adega, renovada recentemente, cria um espaço que permite uma otimização da capacidade de vinificação com zonas específicas de fermentação e estágio, preservando todas as condições para paparicar os vinhos tornando-os exclusivos. Aqui não são poupados os pequenos detalhes fundamentais para garantir a consistência de qualidade dos grandes vinhos, permitindo um espaço que funcionalmente respeita a tradição vitícola e enológica, abrindo as portas à descoberta dos diferentes Soalheiros.

O Soalheiro é considerado um especialista em Alvarinho pelos líderes de opinião internacional e nacional, pelo que na sua gama de vinhos se destacam várias dimensões:

Intensos: uma visão da fruta que é representada pelo Soalheiro Clássico, 100% Alvarinho e efetivamente um clássico, sendo vinho com maior presença internacional; não esquecendo ainda os inovadores Soalheiro ALLO e o Soalheiro 9%, que se distinguem pelo teor alcoólico moderado com enorme elegância e frescura, e que procuraram explicar que o álcool moderadamente baixo também está associado a vinhos de grande qualidade.

Minerais: uma visão mineral da casta Alvarinho com o Soalheiro Primeiras Vinhas, uma referência nos Alvarinhos e, por várias vezes considerado o Melhor Vinho Branco Nacional, o Soalheiro Reserva, a expressão máxima da casta alvarinho com a fermentação em barrica. Aos quais se juntam o Soalheiro Granit e o primeiro vinho tinto, o Soalheiro Oppaco, também pioneiro por se tratar de um vinho tinto da região com lote de uvas tintas (Vinhão) e uvas brancas (Alvarinho).

Naturais: a nossa visão dos vinhos naturais são vinhos sem filtração que tem no Soalheiro Nature a dimensão sem adição de sulfitos e mais arrojada e no Soalheiro Terramatter um vinho mais consensual de grande elegância. Com a aposta nestes dois vinhos naturais, estão abertas as portas à inovação e a um novo mundo de prazeres gustativos antes por nós desconhecidos.

Espumantes: os dois espumantes Soalheiro, o clássico Soalheiro Bruto e o Soalheiro Bruto Rosé são integralmente diferentes o primeiro 100% Alvarinho e mais aromático e o segundo mais elegante e mineral com Alvarinho e Touriga Nacional.

Aguardente: a Aguardente Bagaceira Velha Alvarinho Quinta de Soalheiro desde a primeira colheita que a elaboração desta aguardente está sujeita à destilação dos melhores bagaços de Alvarinho, envelhecendo ao longo dos anos em cascos de carvalho, do qual lhe extrai a cor e a estrutura que completam o aroma intenso da casta.